Justiça & Cidadania

Homem é condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por homicídio em Birigui

Vítima foi morta a tiros, após ter sido supostamente confundida com autor de furto de bateria de Fusca do réu
Lázaro Jr.
18/03/2026 às 15h05
Crime aconteceu na madrugada de 28 de fevereiro de 2023 (Foto: Reprodução) Crime aconteceu na madrugada de 28 de fevereiro de 2023 (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Birigui (SP) condenou em julgamento realizado na terça-feira (17), Lucas Vinícius Lopes, 39 anos, a 16 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado, pelo assassinato de Paulo Roberto de Oliveira, 39.

 

O crime aconteceu na madrugada de 28 de fevereiro de 2023, na esquina das ruas Leonora Fioroto e Basílio Baffi. A vítima teria sido confundida pelo réu com o autor do furto da bateria do Fusca que ele possuía.

 

Lopes foi denunciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa. Entretanto, durante o julgamento, o promotor de Justiça Rodrigo Mazzilli Marcondes pediu aos jurados, o afastamento da segunda qualificadora e foi atendido.

 

Crime

 

De acordo com a denúncia, com base no relatório de investigação da Delegacia do Município de Birigui, chefiada pelo delegado Eduardo Lima de Paula, o réu possuía um VW Fusca que teve a bateria furtada entre os dias 25 ou 26 de fevereiro de 2023.

 

O crime não foi comunicado à polícia e Lopes passou a investigar por conta própria, na tentativa de identificar o autor e recuperar o bem. Ele teria mandado a companheira dele buscar imagens de câmeras de monitoramento nas imediações e teria sido informado por pessoa não identificada, que quem teria furtado a bateria seria o “Paulo”.

 

Ainda de acordo com a denúncia, posteriormente a polícia identificou outro Paulo como possível autor do furto. Este estava em situação de rua, tinha o hábito de praticar furtos e chegou a ser preso em flagrante em março, menos de um mês depois, no bairro ArtVille, justamente por furto de bateria automotiva. 

 

Encontrou

 

Com base na informação que havia recebido, o réu, sem confirmar a identidade do suposto autor do crime, iniciou as buscas pelo tal “Paulo”. Naquela madrugada, quando estava de moto, ele deparou-se com Oliveira, que caminhava pela via com a companheira dele.

 

O casal retornava para casa, estando Oliveira empurrando uma bicicleta. Lopes fez a primeira abordagem ao casal pouco antes das 2h, perguntou onde a vítima residia, disse que haviam “roubado” a bateria dele e tudo indicava que ele seria o autor do crime.

 

Incomodado com a abordagem, Oliveira respondeu ironicamente: "moro na rua que sobe e desce e nunca aparece". Em resposta, o réu mandou que ele esperasse, deixou o local com a moto e retornou com uma arma de fogo.

 

Arma

 

Ao reencontrar o casal, Lopes perguntou novamente à vítima onde ela morava e obteve a mesma resposta. Imediatamente ele sacou a arma que trazia na cintura, Oliveira mandou a companheira se afastar e permaneceu na calçada, onde foi baleado pela primeira vez.

 

Após o primeiro disparo a mulher fugiu e o autor deu mais quatro tiros na vítima, que foi ferida na região abdominal e na coxa direita. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Negou

 

Ao ser ouvido em juízo, o réu negou a autoria do crime, alegando que não possuía moto quando aconteceu o assassinato e que inclusive nem teria ocorrido o furto da bateria do Fusca. Disse ainda, que no dia do crime deveria estar dormindo ou recolhendo recicláveis pelas ruas.

 

Apesar disso, ele teve a prisão preventiva decretada e foi enviado para julgamento pelo Tribunal do Júri. Ao calcular a pena, a juíza Beatriz Tavares Camargo levou em consideração os maus antecedentes do réu.

 

Lopes estava em liberdade havia pouco mais de um ano quando aconteceu o assassinato, depois de ter sido condenado por tráfico de drogas. Ela não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade. 

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