Na próxima terça-feira (24), às 18h, acontece no anfiteatro da Secretaria de Educação de Araçatuba (SP), o lançamento do livro “Cesto Cultural Kaingang – Registros sobre um projeto cultural”, obra que documenta e valoriza a circulação de saberes indígenas em escolas do interior paulista.
A obra é fruto do projeto cultural Cesto Cultural Kaingang, desenvolvido ao longo de 2025 pelo produtor cultural Antônio Carlos Nicolau, de Araçatuba, em parceria com a doutora em Ciências Sociais Michelle Alcântara de Camargo, também moradora na cidade.
Segundo o que foi divulgado, a iniciativa promoveu encontros entre comunidades indígenas e ambientes escolares, aproximando estudantes, professores e sociedade da realidade, dos costumes e das cosmovisões dos povos indígenas.
O projeto levou representantes indígenas às escolas para a realização de ações culturais que incluíram a criação de objetos, apresentação de vestimentas, adornos, peças de cerâmica, jogos tradicionais e materiais para pintura corporal com grafismos.
As atividades foram introduzidas por mesas-redondas e finalizadas com rodas de conversa protagonizadas por indígenas das etnias Kaingang e Guarani, residentes na Terra Indígena Vanuíre, localizada entre os municípios de Tupã e Arco-Íris (SP), onde também se encontra o Museu Worikg – Sol Nascente.
Vivência
A publicação narra, por meio de registros detalhados e fotografias, como o projeto contribuiu para transmitir uma vivência indígena que muitas vezes não é alcançada apenas pelos livros didáticos.
Assim, o foco central do projeto foi proporcionar uma compreensão real e respeitosa do cotidiano das aldeias representadas no projeto, destacando seus modos de vida, seus valores, seus saberes e seus olhares sobre o mundo.
Para isso, três indígenas aceitaram integrar uma verdadeira caravana cultural por sete cidades, em 15 escolas, no interior do estado de São Paulo, levando informações, histórias e perspectivas diretamente às comunidades escolares.
Sobre o livro
“Cesto Cultural Kaingang – Registros sobre um projeto cultural” relata os resultados dessa ampla circulação de saberes e fazeres. O projeto é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativa, com recursos do Fomento CULTSP, viabilizados pela Lei Aldir Blanc, em parceria com o Governo Federal.
A obra é publicada pela AAL (Academia Araçatubense de Letras), com edição de Hélio Consolaro, revisão de Tito Damazo, capa e projeto gráfico de André Nogueira e ficha catalográfica de Renata Ribeiro.
Como gesto simbólico de valorização da sustentabilidade e da cultura indígena, os convidados da imprensa receberão uma sacola ecológica e pulseiras confeccionadas com sementes, produzidas por indígenas e alunos participantes do projeto.