Pedido dos deputados Dani Alonso e Capitão Augusto, em conjunto com a vereadora Sol do Autismo (Foto: Divulgação)
O governo do Estado confirmou nesta quarta-feira (29) ao Hojemais Araçatuba, que Araçatuba (SP) deve ser contemplada com o projeto do Centro TEA Paulista, que segue avançando na expansão da rede de atendimento especializado às pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
A reportagem procurou a assessoria de imprensa do Estado, após os deputados Dani Alonso (PL) e Capitão Augusto (PL) divulgarem que o anúncio havia sido feito pelo próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante reunião na semana passada, na sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes.
Ainda de acordo com os parlamentares, a novidade é uma resposta a pedidos formalizados nos últimos dias em conjunto com os vereadores Delegado Damasceno (PL) e Guilherme Bks Burcão (DC), de Marília, e com a vereadora Sol do Autismo (PL), de Araçatuba.
Confirma
Segundo o que foi divulgado, a primeira unidade do Centro TEA Paulista foi instalada na capital e inaugurada em junho de 2025. Também será instalada uma unidade em Bauru, onde o processo licitatório está em fase final, segundo o governo, e será a primeira do interior.
Ainda de acordo com a nota enviada ao Hojemais Araçatuba, a iniciativa entra agora em uma nova etapa de planejamento regional e, dentro deste contexto, as regiões de Marília e Araçatuba estão contempladas no plano de expansão.
“O objetivo estratégico do governo estadual é estruturar uma unidade do Centro TEA Paulista em cada região administrativa, garantindo capilaridade, acesso qualificado e atendimento humanizado às pessoas com TEA e suas famílias em todo o estado”, informa.
Estudos
Porém, segundo o que foi informado, atendendo à diretriz do governador, neste momento a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência conduz estudos técnicos e análise de oportunidades para definição dos locais mais adequados à instalação dessas futuras unidades.
“Essa etapa considera critérios como demanda regional, acessibilidade, infraestrutura e integração com a rede de serviços já existente. Após a definição dos terrenos ou espaços, o projeto avançará para as fases subsequentes, que incluem modelagem, licitação e construção das unidades”, informa.
Por fim, o governo do Estado argumenta que a ampliação do Centro TEA Paulista reforça o compromisso com a inclusão, a autonomia e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, promovendo um atendimento cada vez mais descentralizado e eficiente em todas as regiões do Estado.
Deputados
Em nota, os deputados Dani Alonso e Capitão Augusto informam que tanto Marília como Araçatuba contam com trabalho feito com as pessoas do espectro autista por entidades. No caso de Araçatuba, eles citam a AMA (Associação de Amigos do Autista de Araçatuba) e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Porém, argumentam que nas duas cidades a quantidade de diagnósticos não para de crescer e é preciso ampliar esses atendimentos e dar mais oportunidades. “Sabemos das filas, da demanda reprimida, e, no mês de conscientização sobre o autismo, que é abril, nós conseguimos este presente para nossas cidades de Marília e Araçatuba”, declaram.
Centro TEA Paulista
O Centro TEA Paulista opera em regime ininterrupto, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. O propósito é facilitar o acesso à informação e estabelecer um canal permanente de apoio e orientação em diferentes situações e contextos, possibilitando que pessoas com TEA, familiares e cuidadores tenham acesso a atendimento remoto, acessível e humanizado.
Objetivos do centro TEA
Oferecer acolhimento e orientação qualificada às pessoas com TEA, seus familiares, cuidadores e profissionais;
Ampliar o acesso à informação sobre direitos, políticas públicas e serviços especializados;
Promover o protagonismo das pessoas com deficiência por meio da escuta ativa e da inclusão efetiva;
Estimular a produção e disseminação de conhecimento técnico e científico sobre o TEA; • Atuar como ponto de apoio aos municípios paulistas na implementação de políticas públicas locais;
Conectar pessoas com deficiência às oportunidades de empregabilidade e formação profissional;
Sensibilizar a sociedade para os direitos, potencialidades e diversidade das pessoas com TEA.