A Polícia Civil de Avanhandava (SP) prendeu nesta quinta-feira (23), uma mulher que não teve a identidade divulgada, acusada de estelionato mediante falso pagamento por mercadorias adquiridas no comércio local. Segundo a polícia, somente a um supermercado, ela teria causado prejuízo de quase R$ 2 mil.
A investigação foi conduzida pelo delegado Thalys Sulyvan, responsável pela Delegacia de Avanhandava, após a polícia ser procurada por comerciantes que denunciaram que a investigada estaria fazendo compras, utilizando pagamento por meio de transferências por Pix.
Entretanto, de acordo com as vítimas, ao consultarem o extrato bancário, foi constatado que apesar dos comprovantes serem emitidos, não houve a transferência do dinheiro referentes aos pagamentos.
Mercado
Entre as vítimas, está um supermercado que suportou prejuízo no valor de R$ 1.864,49, referente a compras feitas em cinco ocasiões distintas, com o pagamento não acontecendo devido à fraude.
Outro comerciante ouvido pela polícia revelou que a investigada tentou comprar um lanche no estabelecimento comercial dele. Nesse caso, a mulher também teria enviando um comprovante de pagamento falso, já que o dinheiro não caiu na conta.
Porém, suspeitando da fraude, a mercadoria não foi entregue e o comerciante não sofreu prejuízos financeiros.
Reincidente
Com base nos relatos e nos documentos apresentados, um inquérito foi instaurado e, segundo a polícia, os comprovantes de pagamento e diálogos tratados entre as vítimas e a investigada, confirmaram os indícios de crime.
Além disso, ao analisar a vida pregressa da mulher, a polícia constatou que havia duas ações penais em curso, envolvendo a mesma prática delitiva.
Presa
Diante disso, o delegado representou pela decretação da prisão preventiva da investigada e pelo mandado de busca para o endereço dela. As ordens judiciais foram expedidas e os mandados cumpridos nesta quinta-feira, durante a operação "Falso Pagamento".
A acusada foi apresentada na delegacia, houve a formalização da captura e ela permanecerá à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue tramitando. A investigada deve ser indiciada pelo crime de estelionato eletrônico, que prevê pena de 4 a 8 anos de prisão, em caso de condenação.
Em nota, a Polícia Civil reforça a importância das denúncias realizadas, o que permitiu a pronta repreensão aos crimes cometidos.