A Polícia Civil de Penápolis (SP) prendeu nesta sexta-feira (17), um jovem de 25 anos, acusado de ser o autor dos disparos de arma de fogo que mataram Guilherme Willian Gonçalves da Silva, 26, crime ocorrido no final da noite de 4 de março, no bairro Jardim Pevi.
Ele era considerado foragido da Justiça, mas foi localizado em uma propriedade no bairro rural do Córrego Grande, em ação realizada pela Polícia Civil, coordenada pelo delegado Thales Anhesini, com apoio de equipe do Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) da Polícia Militar.
Conforme já divulgado, no final daquela noite, Silva estava nas imediações do supermercado Pevi, quando foi surpreendido por diversos disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao pronto-socorro municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada seguinte.
Autores
As investigações conduzidas pelo 1º Distrito Policial apontaram que o autor dos disparos seria esse jovem de 25 anos e que o crime teria sido motivado por uma desavença banal envolvendo relacionamento amoroso, ocorrida momentos antes entre a vítima e o um primo dela, de 22 anos.
Segundo a investigação, após a discussão, o primo de Silva fez contato com o autor dos disparos nas proximidades do local onde ocorreu o homicídio. Em seguida, de moto, o acusado teria perseguido a vítima, que estava com uma Honda Biz. Ao alcançá-la, ele teria efetuado diversos disparos de arma de fogo à curta distância, sem qualquer possibilidade de reação.
Durante as diligências, a Polícia Civil teve acesso a imagens de câmeras de segurança que confirmam que o primo de Silva e o autor dos disparos mantiveram contato instantes antes, o que reforça a hipótese de participação de terceiro no crime.
Prisões
Diante dos indícios apurados, o delegado representou pela prisão temporária por 30 dias dos dois investigados e pelo mandado de busca para os endereços deles.
As ordens judiciais foram expedidas e, no caso do primo de Silva, elas foram cumpridas no dia 6 de março, quando ele foi capturado. Formalmente indiciado, ele confirmou em declarações que o outro acusado teria sido autor dos disparos, mas negou participação direta dele na execução do crime.
Réus
O inquérito foi concluído e relatado com pedido de conversão das prisões temporárias em preventivas. O Ministério Público ofertou denúncia contra a dupla no dia 2 deste mês, a qual foi recebida pela Justiça no 7 de abril, quando os dois acusados passaram a ser réus por homicídio qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
As investigações prosseguiram sob sigilo, até que nesta sexta-feira o outro réu foi encontrado e capturado, Agora os dois permanecerão à disposição da Justiça, que irá decidir se eles irão a julgamento pelo Tribunal do Júri.