Uma jovem de 20 anos foi presa na manhã de sexta-feira (6), em Araçatuba (SP), acusada de maus-tratos a animais, após apresentar um cão de grande porte, de raça indefinida, na Clínica Meu Pet, querendo que ele fosse submetido à eutanásia.
O caso foi apresentado na delegacia pela Guarda Municipal, que foi acionada para atender ocorrência de suspeita de maus-tratos a animal na clínica. Os agentes fizeram contato com a médica veterinária, que apresentou o cão que havia sido levado pela investigada.
Segundo o que foi informado, o animal apresentava estado de saúde bastante debilitado e a acusada alegou que ele não parava de chorar e que “não morria logo”, demonstrando interesse que o cão fosse sacrificado e não tratado.
Examinado
Segundo a médica veterinária, ao examinar o animal, foi constatado que ele estava com muitos carrapatos, quadro compatível com doença do carrapato e tinha lesões pelo corpo, possivelmente causadas por permanecer por longos períodos deitado.
Ainda de acordo com a especialista, o cão aparentava sentir muita dor, estava desidratado, anêmico e extremamente magro, mas apresentou apetite quando foi oferecido alimento a ele.
Houve a suspeita de infestação por larvas, devido ao forte odor vindo do animal, que também tinha secreção ocular intensa. Ele permaneceu em atendimento e seria submetido a exames para investigação de leishmaniose.
Tratamento
De acordo com o que foi relatado aos agentes, a tutora disse que o animal estava nesse estado clínico havia mais de um mês. Ela disse que procurou outros médicos veterinários para realizar eutanásia, mas eles teriam recusado o procedimento e orientado tratamento.
A investigada disse à veterinária que não seguiu o tratamento indicado, ministrando apenas uma medicação, e que teria utilizado medicamento em pó conhecido como “Tanidil”, destinado a animais de grande porte.
Presa
Diante do estado clínico do animal e das informações prestadas pela médica veterinária, os guardas municipais a conduziram para a delegacia. A presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Araçatuba esteve presente e foi informada da situação.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante por maus-tratos ao animal doméstico e não arbitrou fiança na fase policial. Assim, após ser ouvida, a acusada permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentada em audiência de custódia.