Foi a própria Polícia Civil de Araçatuba (SP) que pediu a revogação das prisões temporárias dos dois irmãos, de 23 e 25 anos, que haviam sido capturados na manhã de sexta-feira (22), como parte da investigação do assassinato de Wilson Barbosa Modaneis, 30 anos.
O crime aconteceu na madrugada do último domingo (17) na praça Alan Kardec, também conhecida como "Praças Gêmeas", quando uma jovem de 20 anos que estava trabalhando em uma espetaria existente no local naquele momento, também foi atingida na cabeça por um dos projéteis. Ela segue internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Araçatuba, em estado clínico segue considerado grave, porém, estável.
Os dois irmãos foram capturados no início da manhã, durante operação realizada pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que havia representado pelas prisões temporárias, com base no que foi apurado durante a investigação.
Álibi
Ao serem ouvidos na delegacia, após as prisões, os investigados negaram participação nos crimes. O advogado Jair Moura, que acompanhou os depoimentos, informou que o irmão mais velho afirma que estava em casa com a esposa na data e no horário dos fatos.
Já o mais novo afirma que estava em outra tabacaria naquela madrugada e que inclusive haveria imagens que comprovaria essa versão. Eles tiveram as prisões mantidas durante a audiência de custódia e foram levados para uma unidade prisional.
Liberdade
Porém, segundo o delegado Paulo Natal, responsável pela investigação, durante a tarde a polícia conseguiu ouvir a mulher, que confirmou a versão de que o investigado estaria com ela no momento do crime. Além disso, a polícia também tenta o acesso às imagens que comprovariam que o outro investigado estaria em outra tabacaria naquela noite.
Diante disso, o próprio delegado representou pela revogação das prisões temporárias e os alvarás de soltura foram expedidos, mas a investigação prossegue.