Um homem de 35 anos foi preso por descumprir medida protetiva, após ser detido por populares, acusado de tentar estuprar uma ex-companheira dele. A vítima tem 44 anos e contou à polícia que o investigado tentou arrastá-la para uma área de mata.
O caso teria ocorrido na noite do último sábado (18), mas a reportagem só teve acesso nesta quarta-feira (22), devido ao feriado prolongado. Segundo a polícia, naquela noite, policiais militares foram informados sobre possível furto em andamento e que o suposto autor estaria detido por populares na rua Peru, no bairro Casa Nova.
Porém, quando seguia para o local, a equipe foi comunicada que na verdade, tratava-se de um possível crime de estupro. A informação passada foi de que populares estariam acompanhando e o suposto autor.
Preso
Os policiais encontraram o investigado nas proximidades da rua Marechal Deodoro, já contido por populares. Ao ser abordado, ele alegou que estaria sendo confundido com outra pessoa e negou a prática de furto ou de crime sexual.
Porém, a equipe teve contato com a vítima, que contou que manteve relacionamento anterior com o acusado, porém, após o término, ela representou e obteve as medidas protetivas de urgência, que determinam que ele se mantenha afastado dela.
Mata
Ainda de acordo com a mulher, apesar da determinação judicial, o ex-companheiro teria tentado agarrá-la e levá-la em direção a uma área de mata, com a intenção de manter relação sexual, contra a vontade dela.
Segundo a vítima, o crime só não teria se consumado graças à intervenção de populares e da chegada da Polícia Militar. Diante dos relatos, o acusado foi apresentado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), mas antes passou por atendimento médico no pronto-socorro municipal, pois alegou ter sido agredido por populares.
Negou
Ao ser ouvido em declarações, o investigado alegou que apesar de estar separado da vítima, eles manteriam relacionamento esporádico. Ele disse que apesar da medida protetiva, os dois teriam mantido relação sexual pela manhã, no mesmo dia.
Na versão dele, já durante a noite, quando passavam pelo local, eles acabaram discutindo e a mulher teria passado a gritar por socorro, alegando falsamente ter sido estuprada, o que teria motivado a reação dos populares.
Investigação
Segundo o que foi relatado, a vítima não chegou a ser ouvida porque apresentava fala desconexa e ausência de condições psíquicas adequadas no momento em que foi apresentada na delegacia.
Laudo do IML (Instituto Médico Legal) aponta que a mulher relatou ter feito uso de medicamento por conta própria, o que teria comprometido a capacidade de prestar declaração naquele momento.
Assim, o caso foi registrado inicialmente como descumprimento de medida protetiva e violência doméstica. O acusado permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia.