A Polícia Civil de Birigui (SP) concluiu o inquérito instaurado para investigar o furto de um veículo Toyota Corolla, avaliado em R$ 134.997,00, ocorrido no início deste ano na cidade, e indiciou um empresário de 64 anos, como autor do crime.
A identificação dele foi possível graças ao trabalho investigativo realizado pela equipe da Delegacia do Município, chefiada pelo delegado Eduardo Lima de Paula, que conseguiu imagens de câmeras de monitoramento, que gravaram o furto.
O acusado tem diversas passagens criminais e era considerado foragido até 27 de abril deste ano, quando foi capturado pela Polícia Militar em Araçatuba, por uso de documento falso. Na ocasião, ele foi abordado quando estava como passageiro de um carro, no bairro Concórdia, e apresentou documento em nome de outro homem.
O empresário havia apresentado esse mesmo documento ao ser abordado pela Polícia Rodoviária Federal no Estado de Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai, no dia do furto, quando conduzia o Corolla furtado em Birigui, sendo liberado para seguir viagem.
Furto
O carro furtado pertencia a um comerciante de 47 anos, de Birigui, e estava estacionado nas imediações da praça Américo Fiorotto, perto do Hospital Unimed, desde as 6h20. A vítima disse à polícia que entrou no hospital às 6h23, e permaneceu acompanhando a mãe, que estava tratamento médico, até por volta das 19h10, quando saiu e não o encontrou.
O proprietário do veículo disse ainda que o aplicativo de cobrança do pedágio eletrônico havia registrado a passagem dele às 12h23, em uma praça de pedágio de um município sul mato grossense. A vítima possuía seguro do carro. Automóveise veículos
Com base nas informações passadas, um inquérito foi instaurado e a polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança. Ao analisar essas imagens, foi possível constatar a dinâmica do furto e a ação do autor.
Habilidades
A investigação apontou que o indiciado demonstrou habilidade no furto de veículos, pois sem arrombamento, conseguiu desativar o alarme e abrir as portas, possivelmente utilizando um dispositivo eletrônico ou chave, deixando o local com o Corolla às 7h07.
Demonstrando ousadia, o autor do crime chegou a permanecer no interior do veículo por alguns instantes e realizar uma vigilância, antes de seguir viagem. Em menos de seis horas após o furto, ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal na BR-463.
Segundo a polícia, os dados inseridos nos sistemas nacionais com relação ao documento falso apresentado por ele, permitiram que fosse liberado para seguir com destino a Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, mesmo sendo foragido da Justiça desde 2023.
Preso
Ainda na sequência das investigações, a Polícia Civil de Birigui rastreou uma linha telefônica vinculada ao CPF falso utilizado na abordagem e, cruzando dados de inteligência, chegou ao endereço do irmão do investigado, em Birigui.
Ao confrontar a foto do empresário constante no banco de dados da Polícia Civil de São Paulo com as imagens da abordagem feitas pela Polícia Rodoviária Federal no dia do furto, foi confirmado que era o indiciado que conduzia o veículo.
Dando sequência à investigação, a polícia apurou que ele é especialista em fraudes documentais, possuindo registros civis falsos emitidos nos Estados de Goiás e Santa Catarina, para ocultar a condição de procurado.
Preso
Porém, ele acabou sendo capturado pela Polícia Militar em Araçatuba, em 27 de abril, quando foi preso em flagrante por uso de documentos falsos. Na ocasião, também foi dado cumprimento a dois mandados de prisão contra ele.
Um desses mandados é por condenação a 16 anos, 8 meses e 2 dias de prisão no regime fechado, expedido em 18 de julho de 2023, referente a processo por tráfico de drogas. O outro, também por tráfico de drogas, com pena de 10 anos, 2 meses e 15 dias, foi expedido em 10 de junho de 2025.
Agora, com o inquérito do furto concluído e já relatado, caberá ao Ministério Público decidir se irá oferecer a denúncia. Se for oferecida e aceita pela Justiça, ele passará a ser réu também nesse processo, por furto qualificado, podendo ser condenado a até mais 8 anos de prisão.
A polícia ainda tenta identificar possíveis comparsas que integrariam a rede de apoio para o transporte e receptação do veículo no exterior. O carro não foi localizado.