Um mecânico de 47 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (9) pela Polícia Militar de Birigui (SP), por receptação, após um carro que foi furtado em fevereiro, ter sido encontrado em fase de desmanche, dentro da oficina mecânica dele.
O VW Gol pertence a uma enfermeira de 43 anos e foi furtado na madrugada de 19 de fevereiro. Na ocasião, ela contou que estava visitando conhecidos em Birigui e deixou o carro estacionado na frente de uma residência na rua Ernesto Teixeira da Silva, no bairro Quemil.
Pela manhã, descobriu que o Gol havia sido furtado, sendo levada também, uma carteira que estava no interior do veículo, contendo a cartira de habilitação e alguns cartões de crédito.
Procura
A vítima disse à polícia que desde então permaneceu à procura do carro e cerca de três dias atrás, recebeu a informação que ele estaria em uma oficina mecânica na rua Helena Ruic, no Jardim Toselar.
Ela esteve no estabelecimento na manhã desta segunda-feira e confirmou que o carro estava no interior do prédio, já sem o carpete e os bancos retirados, restando basicamente o volante e os pedais de freio e outros.
Polícia
A vítima saiu da oficina e acionou a Polícia Militar, que encaminhou uma equipe da Rocam (Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas). De acordo com ela, com a chegada dos policiais houve a informação de que o carro ainda estava com o motor, mas a bateria não havia sido localizada.
Os policiais que estiveram na oficina confirmaram que houve denúncia anônima de que um veículo furtado estaria sendo desmontado em uma oficina mecânica, possivelmente para aproveitamento de peças em outros veículos.
Disseram ainda que chegando ao estabelecimento, confirmaram que Gol estava com o chassi pinado, sem os bancos, os forros de porta, bateria e placas. A situação foi comunicada à Polícia Civil, que determinou a realização de perícia.
Preso
Os policiais militares informaram que o responsável pela oficina havia alegado que o carro havia sido deixado por um cliente para ser consertado. Porém, ao ser apresentado na delegacia, o mecânico exerceu o direito de permanecer em silêncio, para se manifestar apenas em juízo.
A delegada que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante do investigado por receptação qualificada e deixou de arbitrar fiança na fase policial, levando em consideração que a pena máxima, em caso de condenação, é superior a 4 anos de prisão.
Durante o registro foi constatado que ele tem passagens anteriores por furto, uso de documento falso e tráfico. Além disso, foi investigado em diversos outros crimes patrimoniais.
O carro foi depositado para a vítima, que será responsável por providenciar a remarcação do chassi para posteriormente ser feita a entrega definitiva.