Capturado é acusado de ter matado jovem a tiros em oficina de motos na rua América do Sul (Foto: Lázaro Jr./Arquivo)
A Polícia Civil de Araçatuba (SP) foi comunicada sobre a prisão de Douglas Silva de Queiroz, acusado de ser o autor de dois assassinatos ocorridos na cidade em 2025 e que era considerado foragido. Ele foi capturado em Três Lagoas (MS).
Segundo inquéritos instaurados na 3ª DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), o investigado seria o autor dos disparos de arma de fogo que mataram Jéferson Guilherme Chagas Fidelis, 23 anos, e Matheus Costa Dezuani Barbosa, 22.
Os dois casos já foram relatados à Justiça, o acusado foi denunciado e já é réu pelos dois homicídios. Em outubro a polícia representou pelo mandado de prisão preventiva dele, o qual foi expedido pela Justiça, e desde então ele era considerado foragido.
Monitorado
Apesar disso, a equipe de investigação vinha monitorando Queiroz e tinha conhecimento de que ele eventualmente se deslocava entre Araçatuba e Três Lagoas. Segundo o que foi informado, ele foi abordado pela Polícia Militar no último dia 17 e, ao consultar a documentação, foram encontrados os dois mandados de prisão preventiva em aberto.
Queiroz já está à disposição da Justiça, assim como um jovem de 22 anos, que foi preso em outubro, acusado de ter conduzido a moto que o transportou até à oficina mecânica de motos onde Barbosa foi assassinado.
Durante cumprimento de mandado de busca realizado pela Polícia Civil ainda durante as investigações, foi apreendida a arma de fogo que teria sido utilizada nos crimes. De acordo com o que foi apurado, exame de confronto balístico realizado pelo Instituto de Criminalística confirmou que ela teria sido utilizada na execução Barbosa.
Assassinatos
Conforme já divulgado, esse crime aconteceu em 7 de agosto do ano passado, quando o autor chegou à oficina de motos na rua América do Sul, a pé e com um capacete na cabeça. Ele teria discutido com a vítima antes de sacar a arma e fazer os disparos.
A perícia apontou que a vítima levou três tiros na nuca e apresentava ferimentos por disparos de arma de fogo no peito, nas costas, na perna e no braço direito, indício de que teria tentado se defender.
Já Fidelis foi baleado quando chegava na casa dele, na rua Paranaíba, no bairro Iporã, na tarde de 4 de janeiro de 2025. A investigação apontou que a vítima estava de moto e teria passado a ser seguida por outros dois homens de moto, vindo a ser baleado quando chegou na frente da casa dela.