Educação

Rede estadual de São Paulo dá início ao modelo cívico-militar

Na região de Araçatuba, três escolas estaduais foram selecionadas para integrar o programa
Da Redação
02/02/2026 às 18h07
Seguirão Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação (Foto: Flávio Florido/Educação) Seguirão Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação (Foto: Flávio Florido/Educação)

O ano letivo da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo tem início nesta segunda-feira (2) na rede estadual com o início do programa Escola Cívico-Militar em 100 unidades distribuídas na Capital e em 88 cidades da região metropolitana, litoral e interior. Todas foram selecionadas após consulta pública com as comunidades.

 

Na região de Araçatuba, três escolas estaduais foram selecionadas para integrar o programa. A participante de Araçatuba é a Prof.ª Vaniole Dionysio Marques Pavan; em Andradina, a escola Francisco Teodoro de Andrade; e em Birigui, a Prof.ª Esmeralda Milano Maroni.

 

Tiveram direito a voto, mãe, pai ou responsável pelos alunos menores de 16 anos de idade; estudantes a partir de 16 anos de idade, ou familiares, em caso de abstenção de alunos dessa faixa etária; e professores e outros profissionais da equipe escolar.

 

Além da manutenção da carga horária (parcial ou integral), as Escolas Cívico-Militares seguirão o Currículo Paulista, avaliações e projetos definidos pela Secretaria da Educação. O principal diferencial é o apoio de policiais militares da reserva que atuarão como monitores na segurança, disciplina, acolhimento e na promoção de valores cívicos.

 

Monitores

 

Foram selecionados para as funções de monitores candidatos aprovados por uma banca avaliadora após análise de títulos e documentos comprobatórios da aptidão para o desempenho das tarefas nas escolas. Todos os militares do Programa Escola Cívico-Militar serão avaliados periodicamente, por diretores e alunos, e submetidos ao processo semestral de avaliação de desempenho para verificar adaptação e permanência no modelo.

 

Além disso, os monitores devem, obrigatoriamente, participar de curso de  capacitação, com carga horária mínima de 40 horas, ministrado pela Seduc-SP em parceria com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), focado em temas relacionados ao regimento interno, à psicologia escolar, ao ambiente escolar e desafios contemporâneos, à cultura de paz e segurança escolar.

 

Em nota, o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder, comenta que o programa Escola Cívico-Militar é mais uma opção às famílias paulistas. "Nossa rede é grande e nossa proposta é atender diferentes públicos de acordo com o que eles acreditam ser melhor para seus filhos", comenta.

 

Ele acrescenta que houve a opção por distribuir as unidades em todas as regiões do Estado e em municípios com índice de desenvolvimento humano (IDH) abaixo das médias estaduais e nacionais.

 

Regimento interno 

 

Para garantir um ambiente de respeito mútuo e de cuidado com os direitos e os deveres dos integrantes do ECM, foi elaborado um regimento interno específico para as 100 unidades do modelo. Todas as decisões da gestão escolar permanecem sob responsabilidade do diretor da unidade escolar nomeado pela Secretaria.

 

De acordo com o guia, o respeito e a disciplina previstos nas unidades cívico-militares não significam o cerceamento da liberdade de se expressar ou de expor opiniões e ideias. Mas o uso dessa liberdade com responsabilidade e de acordo com o bem comum. As orientações, por sua vez, devem ser encaradas como um instrumento a serviço da formação integral do aluno, não sendo desejáveis o rigor excessivo ou leniência na aplicação.

 

“Queremos que os alunos se envolvam com a escola e aprendam  os benefícios de adotar um comportamento ético e respeitoso, essencial para um ambiente escolar saudável. O objetivo é que o estudante seja respeitoso e disciplinado a partir de valores como responsabilidade e respeito ao outro”, reforça Feder.

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