Cotidiano

Fundação do ABC assume gestão do Hospital Estadual de Mirandópolis a partir de 1º de abril

Plano assistencial prevê ampliação para 102 leitos, novos exames e expansão de especialidades médicas e cirúrgicas
Da Redação
09/03/2026 às 16h14
Plano assistencial prevê ampliação da capacidade do hospital para 102 leitos (Foto: Divulgação) Plano assistencial prevê ampliação da capacidade do hospital para 102 leitos (Foto: Divulgação)

A FUABC (Fundação do ABC) venceu o chamamento público do governo do Estado para assumir a gestão plena do Hospital Estadual de Mirandópolis “Dr. Oswaldo Brandi Faria”. Na região, a entidade é responsável pela gestão do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Araçatuba.

 

Segundo a própria instituição, o resultado do chamamento já foi publicado no Diário Oficial do Estado e o início dos trabalhos ocorrerá em 1º de abril, consolidando uma nova etapa de avanços e qualificação da assistência prestada à população.

 

Ainda de acordo com o que foi divulgado, a FUABC já atuava parcialmente na unidade desde dezembro de 2023, mas agora passará a responder por toda a operação assistencial e administrativa.

 

O convênio anterior contemplava somente a área de Urgência e Emergência do Pronto-Socorro Adulto e Pediátrico, além de 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Geral Adulto e 15 leitos de Internação em Enfermaria de Clínica Médica.

 

Hospital


O Hospital Estadual de Mirandópolis é uma unidade pública voltada integralmente ao SUS (Sistema Único de Saúde). “A proposta de gestão da FUABC enfatiza a qualidade e a segurança nos atendimentos, assim como a humanização, sustentabilidade financeira e operacional, além da capacitação contínua das equipes”, informa nota divulgada à imprensa.

 

O modelo também incorpora políticas corporativas de compliance, ética e proteção de dados, alinhadas à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), reforçando os pilares de legalidade, transparência e publicidade dos atos administrativos.

 

O novo ciclo de gestão está ancorado no Plano Operacional apresentado à Secretaria de Estado da Saúde, que apresenta detalhadamente as diretrizes assistenciais, metas, estratégias de ampliação de serviços e um modelo estruturado de governança para implantação e execução das atividades.

 

Fases

 

Um dos pontos centrais do Plano Operacional é a implantação estruturada em três fases sucessivas, permitindo que a ampliação dos serviços ocorra de forma organizada, com segurança assistencial e equilíbrio financeiro. 

 

A Fase 1 corresponde aos três primeiros meses de contrato e marca o início da gestão plena, com manutenção dos serviços já existentes e consolidação das bases operacionais. Nesse período serão estruturados fluxos assistenciais, equipes multiprofissionais e especialidades fundamentais, garantindo estabilidade no atendimento e cumprimento das metas pactuadas.

 

Cirurgias

 

A Fase 2, prevista do 4º ao 9º mês, representa a ampliação progressiva da capacidade instalada de 67 para 87 leitos e a expansão do escopo clínico e cirúrgico. 

 

Nessa etapa, ocorre o incremento de especialidades médicas, como Cirurgia Pediátrica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Cirurgia Vascular, Neurologia Clínica e áreas cirúrgicas como Otorrinolaringologia, Proctologia e Urologia. 

 

O contrato também prevê ganho na capacidade diagnóstica, com ampliação de exames de tomografia, ultrassonografia, raio-X e mamografia, além do início dos serviços de endoscopia e colonoscopia.

 

Leitos

 

Já a Fase 3, do 10º ao 15º quinto mês, consolida a etapa de maior expansão estrutural e tecnológica, elevando a capacidade para 102 leitos. Faz parte do plano a implantação de dez leitos destinados à Saúde Mental.

 

Esse projeto contará com investimentos específicos para adequação física, além da ampliação de leitos de Clínica Médica, Obstetrícia e Pediatria. Nesta fase também se intensificam os procedimentos especializados e a incorporação de novos equipamentos. 

 

“O conjunto dessas medidas projeta o Hospital Estadual de Mirandópolis para um novo patamar assistencial, com maior resolutividade e capacidade de resposta às demandas da região, sob gestão integral da FUABC”, informa nota divulgada à imprensa.

 

Previsibilidade

 

Também em nota, o presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, comenta que a implantação do plano em fases garante responsabilidade e previsibilidade na expansão da unidade. “Assumir a gestão plena de um hospital exige planejamento técnico, respeito às etapas de crescimento e compromisso com metas claras” , argumenta. 

 

Ele comenta que o projeto foi estruturado em fases justamente para consolidar a base assistencial e ampliar os serviços com segurança, preparando a unidade para um novo patamar de atendimento regional. “Nosso objetivo é assegurar qualidade, eficiência e sustentabilidade em cada etapa desse processo”, afirma.

 

Tecnologia

 

Além da ampliação assistencial, o Plano Operacional também prevê investimentos consistentes em tecnologia da informação e modernização de processos. Entre as diretrizes estabelecidas está a implantação e o aprimoramento de sistemas informatizados de gestão hospitalar, com prontuário eletrônico, integração de dados assistenciais e administrativos e maior rastreabilidade das informações clínicas.

 

A proposta contempla ainda o fortalecimento da segurança da informação, com políticas estruturadas de proteção de dados e garantia de confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações, em consonância com a legislação vigente.

 

Outro eixo estratégico é o modelo de governança. O projeto detalha mecanismos de acompanhamento de metas quantitativas e qualitativas, monitoramento de indicadores assistenciais e financeiros e avaliação contínua de desempenho. 

 

A lógica é assegurar transparência na aplicação dos recursos públicos, eficiência operacional e melhoria permanente dos processos internos, com foco na resolutividade e na satisfação dos usuários do SUS.

 

Gestão de pessoas

 

O plano também estabelece diretrizes para gestão de pessoas, com critérios técnicos para recrutamento e seleção, capacitação permanente das equipes e definição clara de atribuições e fluxos de trabalho. “A valorização profissional e a organização das equipes multiprofissionais serão tratadas como pilares para sustentar o crescimento previsto ao longo das três fases de implantação”, completa Soares.

 

Com a gestão plena, a Fundação do ABC assume o compromisso de conduzir o Hospital Estadual de Mirandópolis em um ciclo estruturado de expansão, modernização e qualificação da assistência.

 

“A proposta apresentada à Secretaria de Estado da Saúde projeta não apenas o aumento da capacidade instalada, mas, sobretudo, o fortalecimento do papel regional da unidade, ampliando o acesso e elevando o padrão de atendimento ofertado à população”, finaliza a nota.

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