Cotidiano

Clínica Meu Pet alerta para aumento de casos de parvovirose em cães jovens

Mais de 50 casos da doença infecciosa causada pelo parvovírus tipo 2 foram registrados nos meses de julho e agosto
Da Redação
23/09/2026 às 15h31
Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Por Unisalesiano

 

A Clínica Meu Pet de Araçatuba (SP), gerenciada pelo Unisalesiano, registrou aumento no número de casos de parvovirose canina nos meses de julho e agosto de 2026. Somente nesse período, foram identificados mais de 50 casos da doença em cães, principalmente pacientes jovens.

 

A parvovirose é uma doença infecciosa causada pelo parvovírus tipo 2, que pode provocar alterações graves principalmente no sistema gastrointestinal. O vírus também afeta tecidos linfoides e a medula óssea, comprometendo a resposta imunológica do animal.

 

Entre os principais sinais clínicos estão vômitos, diarreia, muitas vezes com presença de sangue, desidratação e, nos casos mais graves, complicações decorrentes da disseminação de bactérias do intestino para a circulação sanguínea.

 

Os filhotes e cães jovens estão entre os animais mais suscetíveis à doença, especialmente quando ainda não foram adequadamente vacinados ou não completaram o protocolo de vacinação recomendado pelo médico-veterinário.

 

Atenção

 

A transmissão da parvovirose ocorre, principalmente, pela via fecal-oral. O cão infectado elimina partículas do vírus nas fezes, contaminando o ambiente. Um animal suscetível pode ser infectado ao entrar em contato com fezes contaminadas ou com superfícies, objetos e equipamentos que contenham o vírus.

 

Por isso, a transmissão não depende necessariamente do contato direto entre dois cães. O vírus apresenta elevada resistência no ambiente e pode permanecer por períodos prolongados em locais contaminados, como parques, canis, abrigos e áreas de circulação de animais. Pessoas, equipamentos, objetos e superfícies contaminadas também podem contribuir para a chamada transmissão mecânica do vírus entre os cães.

 

Vacinação

 

De acordo com a coordenadora da Clínica Meu Pet, Tatiane Poló, a vacinação é a principal medida para prevenir a parvovirose. “Cães que seguem adequadamente o protocolo vacinal apresentam risco consideravelmente menor de desenvolver a doença”, explica.

 

Segundo ela, a proteção, porém, não depende apenas de uma única dose. É necessário seguir o protocolo indicado para a idade do animal e manter as doses de reforço recomendadas pelo médico-veterinário. “Além da vacinação, medidas de higiene e controle da exposição também são importantes. Cães doentes devem ser isolados de animais suscetíveis, enquanto ambientes, recipientes, equipamentos e superfícies que possam ter sido contaminados precisam ser adequadamente higienizados e desinfetados”, completa a coordenadora.

 

Outro cuidado importante, segundo Tatiane, é evitar que filhotes que ainda não completaram o protocolo de vacinação frequentem locais com grande circulação de cães ou que tenham histórico de casos da doença.

 

Em dia

 

O registro de mais de 50 casos em apenas dois meses chama a atenção para a importância dos cuidados preventivos, especialmente entre cães jovens. A recomendação é que os tutores mantenham a vacinação dos animais em dia e procurem atendimento veterinário diante do aparecimento de sinais como vômitos, diarreia, presença de sangue nas fezes, apatia ou sinais de desidratação. “A identificação precoce dos casos, o isolamento dos animais infectados e os cuidados de higiene são medidas fundamentais para reduzir a circulação do vírus e evitar novos casos”, diz.

 

A parvovirose possui distribuição mundial e continua sendo uma das principais doenças infecciosas associadas a quadros graves de gastroenterite em cães jovens. Embora a vacinação tenha reduzido significativamente a ocorrência da doença, casos ainda podem ocorrer, principalmente entre animais que não foram adequadamente imunizados ou que ainda não concluíram o protocolo vacinal.

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